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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Teoria quântica discute a imortalidade da consciência

Robert Lanza é um cientista americano muito comparado com Einstein. Além disso, é médico, Presidente da Ordem Científica da ACT (Advanced Cell Technology) e professor ajunto do Instituto de Medicina Regenerativa. Junto com Bob Berman, um astrônomo muito famoso por artigos internacionais, estudou a teoria quântica e escreveu o livro Biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para se entender a natureza do Universo.
Vira e mexe uma ideia simples mas completamente nova abala os conhecimentos do ser humano. Esse livro recente se enquadra nesse padrão pois propõe que a vida cria o universo e não o contrário, como pensávamos com a ciência até então estudada. Essa tese é revolucionária já que propõe que a vida não é simplesmente um acidente das infindáveis probabilidades da física.
Lanza e Berban se envolveram muito com física, mecânica quântica e astrofísica há poucos anos atrás e fizeram descobertas como a que relataram no livro. A proposta é simples e direta: a morte não existe! Ela seria a simples ilusão que aflige a mente das pessoas e as escraviza por determinado tempo em um padrão social pré-moldado e imposto. A morte só “existe” porque nos identificamos com nosso corpo carnal e esse, quando morre, levaria para o túmulo, também, nossa mente. Pelos estudos, os autores entenderam que a nossa consciência existe além dos nossos padrões estipulados de tempo e espaço – pode estar no nosso corpo bem como fora dele.
Lanza acredita que temos vários universos coexistindo e neles existem inúmeras probabilidades de cenários que podem acontecer. Dessa forma, enquanto em um dos universos, o corpo carnal pode estar simplesmente morto, no outro, a consciência migrante pode continuar sua existência.
“Isso significa que uma pessoa morta, enquanto viaja pelos mesmos túneis, não termina seu itinerário no inferno ou no paraíso, mas em universos similares que uma vez já podem ter sido habitados por ela, mas, dessa vez, estando viva. E assim vai, ciclicamente e infinitamente.”
A ideia de múltiplos universos data de 1895 pelo escritor de ficção H.G. Wells. Meio século depois, Hugh Everett, graduando em física, elaborou sua tese dizendo que cada vez que tomamos uma decisão, entre seguir pelo caminho A ou B, instantaneamente dividimos o universo em dois, criando versões paralelas de possibilidades que poderiam ocorrer ao tomar o outro caminho.
O telescópio espacial Planck também nos dá regiões de radiação tão antigas quanto o Big Bang que originou nosso universo. A física Laura Mersini-Houghton afirma que isso nada mais é do que a influência dos nossos universos vizinhos, que colidem com o nosso. Esse universos seriam esféricos, desenvolvendo-se como uvas em cachos.
A discussão da veracidade da alma imortal também é apontada no livro. O professor Stuart Hameroff acredita piamente que temos uma alma e que ela é imortal. Ele diz que nosso cérebro nada mais é do que um computador quântico perfeito e a alma ou a consciência são simplesmente informação armazenada a nível quântico. Essa informação poderia ser transferida indefinidamente e infinitamente.  Esses cientistas estão desenvolvendo a teoria quântica que explica o fenômeno da consciência.
A quantidade de informação que adquirimos poderia ser transferida por meio de microtubos de impulso nervoso.
Estaria a ciência mais próxima de descobrir vida vizinha ou até mesmo comprovar fenômenos de reencarnação?
Fontes e mais informações:
Learning MindQuantum Theory proves that Consciousness moves to another Universe after death. Disponível aqui.