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sábado, 9 de junho de 2018

A Alma e o Ego

Há algum tempo venho observando e pensando sobre a mentalidade das pessoas, o quanto elas estão corretas ou erradas sobre algo, se estão expondo suas opiniões ou como são as coisas de fato e algo me chamou a atenção, quando uma pessoa nos pede uma informação sobre algo, nós respondemos com base em nossas experiências e observações, e as vezes isso não é bem a resposta ideal para a pergunta dessa pessoa. Porque geramos uma “resposta” com base em dados pessoais, experiências pessoais, que explica apenas aquilo que nós passamos como indivíduo. 

Me lembro do exemplo de um papel com uma determinada mancha, e uma cultura a grande maioria das pessoas a viam como sendo a virgem maria, e em outra cultura a maioria via como sendo o Batman.

Acontece que cada membro tende a interpretar de maneira que a resultante seja similar aos outros membros dessa mesma cultura, mesmo ele tendo interpretado com base em experiências e vivencias particulares, porem quando faz a comparação entre culturas as interpretações são extrapoladas, fazendo que pareça não terem lógica.

Na Psicologia isso é chamado Emocionalização, Raciocínio emocional, que é usar algo externo para justificar o sentimento carregado por um indivíduo, como numa situação onde a pessoa sente o medo e rapidamente conclui que tal situação é realmente perigosa e por isso está sentindo medo, outra situação é pensar que algo é verdadeiro porque tem um sentimento muito forte a respeito disso, e, portanto deve ser verdadeiro.

Pessoas assim deixam seus sentimentos guiarem sua interpretação da realidade, presumem que as reações emocionais são reflexo da situação de fato. Em outras palavras, tal objeto/evento evoca um sentimento no observador sem necessariamente portar qualquer significado pontual. Por isso no exemplo da mancha cada cultura verá uma imagem diferente porque as pessoas veem de acordo com sua percepção, que é tendenciosa ao o que elas desejam que seja verdade.

Em minhas observações em busca de esclarecimento tenho visto alguns que considero serem extremos (e por que não incoerentes?) sobre o ego. Que devemos dissolver o ego, sobrepujar, transcender, domina-lo ou até mesmo matá-lo. Pois nesses meios é propagado a ideia que o Ego é fonte do sofrimento humano, que distorce as coisas como são e que é nosso inimigo no caminho da felicidade e na existência.

O ego é uma parte de nossa mente, de nossa personalidade, que toma a decisão em direção a aquilo que desejamos em nosso âmago (alma), porem o que não se fala é que o ego é influenciado, e conduzido, pelas experiências e emoções (e estas costumam serem mal resolvidas) que guardamos em nosso inconsciente. 

E possui suas falhas como características infantis: ser mesquinho (só eu posso ter isso e ninguém mais), viver meramente pelo prazer, baixa tolerância a frustração, fora da realidade do país e do mundo (Julgar que ir apenas duas vezes por ano na Disney é inadmissível, enquanto temos nossa privacidade jogada no lixo em troca de conveniência), baixa tolerância em se perceber como alguém equivocado, o quanto está entregue as emoções...

Em uma das minhas meditações me veio esta explicação, que reproduzirei na íntegra ao final deste artigo, que trouxe o esclarecimento que eu tanto precisava para compreender que independentemente do eu tanto busco nesta vida é que inevitavelmente  encontrarei inúmeros "arautos das verdades e saberes" mas reconhecer que, no fundo, tudo isso pode não passar de interpretações subjetivas fez como que eu adquirisse uma nova consciência, mais madura, firme e seletiva. E agora eu posso seguir em frente, em paz, com minha campanha porque dos outros....dos outros só colherei ilusões.

Sem mais delongas, porque de longo já me basta o sobrenome (rsrs).


Existe a alma, de qualidade abstrata e é aquela que simplesmente deseja, e há o ego que é o responsável por atender a alma. Ambos falam em linguagens completamente diferentes entre si.
No início o ego é como uma criança que não sabe das coisas, incapaz de elaborar conceitos e argumentos estruturados e complexos, ou seja, bem limitado e dependente.


A alma tem seus desejos e o ego tem de atende-la, pois esta é sua finalidade. A alma pode desejar por “água” e o ego ira atrás de realizar seu objetivo. Como ainda é inexperiente poderá pedir por ajudar de outras pessoas, e acolher o que elas indicarem se julgar assim, e nisso pode muito bem trazer desde um galão com água a até mesmo chegar com as mãos molhadas, e dizer: “pronto, e agora o que eu faço com isso? ”.

A alma desejou água e ego trouxe, mas não era exatamente estas as condições que deveriam ser atendidas, e isso aconteceu porque o ego talvez seja infantil, talvez espoletado, talvez desatento...

Entre trancos e barrancos o ego vai amadurecendo e aprendendo, e pode ir perguntando para a alma: Quer pouco ou muito? Temperatura ambiente, quente ou frio?.

Quanto mais amadurece e aprende, deixa de ser influenciado, pois está mais cético sobre o que outras pessoas têm a dizer ser a água ideal para realizar seu objetivo, e torna-se mais especifico em suas perguntas: Quer quantos ml? A que temperatura? Com gás ou sem? pH é importante pra você?.

O sofrimento se dá quando o ego busca atender a alma através de terceiros pois toda vez que fazemos perguntas a outros, suas respostas serão formuladas com base em suas experiências.

Quanto maior for interação entre alma e ego, conforme o ego for aprendendo como a alma se comunica, quanto mais o ego se dedica a escuta-la, quanto menor for a influência de terceiros sobre o ego, melhor o ego a atenderá.

E porque o ego se dedicaria tanto para atende-la? Porque a alma é a única capaz de amar e reconhecer o ego como ele realmente é. E como todo mundo, queremos ser reconhecidos por quem nós amamos.