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domingo, 27 de dezembro de 2015

Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos

dezembro 27, 2015
Por Drauzio Varella, Via: Cult Carioca
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.
Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.
Se não quiser adoecer – “tome decisão”.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “busque soluções”.
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.
Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.
Se não quiser adoecer – “não viva sempre triste”.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
Se não quiser adoecer – “não viva de aparências”.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso… Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Se não quiser adoecer – “aceite-se”.
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Orientação Especial Para os Recém-Iniciados

dezembro 11, 2015
Orientação Especial
Dificuldade de fazer a Pratica em Casa

Primeira coisa a dizer... querer fazer a prática do processo em casa depois de um dia todo de trabalho e diversas emoções, sejam negativas ou positivas geralmente resulta em fracasso... o motivo é simples, a prática para se comunicar com o Deus interior exige que a mente e o corpo estejam tranquilos, estejam bem. Incômodos no corpo e na mente causam distração. A prática do “Salto” é uma meditação, e como qualquer meditação exige tranquilidade de mente e corpo num ambiente silencioso. Isso seria o ideal, nem sempre é possível esse ideal, mas a situação que mais se aproximar disso é a mais adequada.
Sobre fazer o processo em casa, de fato há essa dificuldade, pois a mente elemental fica sempre querendo sabotar a prática. Porém lá durante o seminário você tem uma pessoa te conduzindo, essa pessoa faz perguntas e espera ser respondida. Se trata então de um costume, se alguém te pergunta algo, você tem de responder, ai a mente elemental como uma criança fica quieta, coagida pela situação, foi um habito imposto pelas circunstâncias.
Mas em casa, sozinho, não tem ninguém esperando a resposta, só você mesmo, então a mente elemental fica relaxada, como uma criança birrenta ela atrapalha a comunicação com a supraconsciência. A pessoa então tem de ter uma forte concentração, essa concentração é treinada com as técnicas do Budismo e Yoga.
No meu caso tive as mesmas dificuldades, mas as resolvi fazendo o seguinte: Eu aqui em casa invocava aquele ambiente do seminário, eu literalmente imaginava a iniciadora ao meu lado, fazendo as perguntas. Isso provoca um tipo de "coação" contra a mente reativa (elemental), essa fica quieta, pois a iniciadora quer saber as respostas de suas perguntas, e está nos pressionando para que respondamos.
Com o tempo fui me acostumando com a concentração requerida, ai aos poucos notei que visualizar a iniciadora ao lado perguntando não era mais necessário, pois um novo hábito havia sido criado, o habito de ficar no estado de "não pensar", o mesmo que as pessoas ficam quando estão na sala de cinema. Sobre a autenticidade das informações, como expliquei lá no seminário, você deve perguntar detalhes tais como: Datas, lugar dos ocorridos, qual a cultura, cor da pele das pessoas, em que lugar se localizava a sua cidade na vida passada, etc...
Depois de fazer a prática anote tudo, e então pegue um livro de história para verificar se as datas, cultura, situação financeira, etc.. batem com o que foi registrado na época. Faça algo parecido como nessa série do Canal Biography da TV por assinatura [Clique Aqui]. Claro que deve-se levar em conta que os relatos descritos num livro de história são sempre uma "hipótese" mais ou menos precisa sobre o que aconteceu no passado, pois os arqueólogos fazem uma 'construção' do passado baseados em escritos antigos (que podem ser mal interpretados) ou em artefatos antigos pouco compreendidos.
Então não é necessário que suas memórias batam "exatamente" com o que está registrado nos livros de história, mas estando próximo já é sinal claro que a memória é real. Devemos dar uma “colher de chá” para os pobres historiadores, coitados... essa ciência não é precisa como a matemática ou a física.



Complemento [1]


Uma pessoa que fez a iniciação e logo na semana seguinte mandou esse email pedindo orientação, ele veio ao seminário gratuitamente, pois afirmou que não conseguia emprego. Disse que estava sem esperanças e que se não recebesse ajuda faria uma “besteira”. Vejamos o que ele perguntou e minha resposta:


Bruno, estou num impasse. Não estou conseguindo acessar os “porquês” dos bloqueios com relação ao emprego. Não sei porque qual razão toda vez que faço o processo, tudo fica centralizado nas coisas que aconteceram nessa vida, e olha que tenho limpado muita “caca” que tava carregando de graça. Eliminei também mais ligações que tinha com pessoas falecidas ou não, que estavam me atrapalhando e sei que ainda tem mais para eliminar. Mas o que realmente me incomoda é que não estou conseguindo atingir o meu objetivo de entender o porque dos problemas de emprego.

O que você sugere? Você permitiria que eu participasse como “ouvinte” só daquela parte inicial do processo em uma próxima turma? Quem sabe assim eu poderia dominar o processo de forma melhor. Tenho feito o processo diariamente sem falhas e tem dias que saio extremamente revigorado e energizado, mas tem outros que saio nervoso pacas! Porque isso acontece?


Minha Resposta:

Então, é como digo no seminário, quem realmente conduz o processo não sou eu, nem o iniciado, mas sim a supraconsciência, é a mente suprema que decide o que vai ser respondido ou não. Agora vejamos... estranho você escrever isso, pois na minha opinião a questão da dificuldade com emprego ficou esclarecido, se trata de obsessão de almas vingativas.

Você casava escravos fugitivos, para que? Bem para fazê-los trabalhar, para eles voltarem à escravidão. Então as almas resolveram te fazer ter problemas com empregos, não querem que você prospere, que seja feliz, querem que você sofra algo parecido com o que fez eles sofrerem. Também pode haver um outro agente ai, a sua própria consciência pesada, acredito que lá no fundo sente que merece sofrer, passar apertos, pois “precisa pagar seus pecados”, unindo essas duas “forças” o resultado é mesmo devastador.

A supraconsciência escolhe o que quer mostrar, você pode fazer mil vezes a pergunta sobre algo, mas se ela não quiser te responder, não vai vir informação, deve então abandonar a tentativa e seguir com outra pergunta que não tem nada a ver com a primeira. 

Dias ou meses mais tarde pode voltar com aquela velha pergunta, nisso poderá obter a resposta. Eu mesmo sempre perguntava como ativar mais a kundalini, mas nunca vinha resposta, depois de 1 ano e dois meses de pratica intensa eu perguntei pelo milésima vez, e então a resposta veio. 

Perguntei: Por que não me respondeu antes? -  A resposta foi  - Simplesmente por que você estava despreparo para saber, se eu te dissesse ativaria mais a kundalini sem o seu sistema está mais purificado, e isso causaria problemas, pois o sistema de chakras tem de estar muito limpo para poder ativar a kundalini, já que ela é uma energia neutra que amplifica tudo o que existe, seja ruim, seja bom.

Então é esse o ponto, se sua supra está só mostrando traumas dessa vida, ou problemas que não tem nada a ver com emprego, então é por que ela considera mais importante esses outros assuntos, uma vez resolvidos esses problemas ela vai prosseguir mostrando o que trava a vida social. Isso claro se houver outros motivos, além daqueles já mostrados...



Complemento [2]


Pergunta de outro iniciado, essa bem comum:

Como faço para diferenciar o que é imaginação e o que é a supra-consciência?

Resposta:

Me pergunta como saber se é imaginação, ou não? Bem... na verdade para o cérebro não existe qualquer diferença entre memória real e mera imaginação. Para saber se é verdade, tem de anotar as informações, se baterem minimamente com os dados históricos e arqueológicos então não há motivo razoável para achar que é apenas "imaginação".  E lembre-se, aquilo que vem na primeira vez, sem você fazer esforço algum para puxar das memórias, é a resposta. Se você estava apenas no aguardo, e ai vem uma informação, então de onde veio? Nós entendemos que veio da supraconsciencia.

Veja o que argumentei numa pagina em meu site, essa:  http://seteantigoshepta.blogspot.com.br/2014/04/vidas-passadas-prova-cientifica.html 

Lá escrevi:  


- Uma médica estudiosa do cérebro, diz que lembranças reais, e imaginação provocam os mesmos efeitos neurológicos no cérebro quando observado por ressonância, o argumento dos pseudocéticos é que isso “prova” que tudo pode ser imaginação... mesmo as lembranças reais, para o cérebro é como imaginação, a diferença entre imaginação e lembrança real, para o cérebro, é... nenhuma! Então, seguindo a lógica dos pseudocéticos, se eu tiver uma lembrança real, mas eles não querem acreditar no que digo, eles podem dizer apenas que eu “imaginei” afinal pouco interessa se é lembrança, ou imaginação, para o cérebro, tanto faz. Acredito que criminosos iriam adorar esse tipo de lógica sofistica, a policia perguntaria - "você matou tal, ou qual pessoa?" - O criminoso responderia - "Olha... eu tenho imagens de assassinatos sim no meu cérebro, mas acho que é apenas a minha imaginação! Pode ver isso ai na ressonância magnética, veja como eu tenho toda a razão!" -


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Elogie seu filho do jeito certo

dezembro 08, 2015
“Na vida não há prêmios nem castigos. Somente consequência”
Elogie o esforço, não a inteligência.
Elogie do jeito certo.

Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”, e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa… As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “Isso mesmo, filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto, meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, de copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A Era Descartável

dezembro 05, 2015
Escultura de gelo de Nele Azevedo
Fonte: Contioutra
Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.” A frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman resume com brilhantismo a vida do homem na pós-modernidade ou como ele mesmo prefere – modernidade líquida – posto que a fluidez das relações exija que estejamos em constante mudança.
Sendo assim, vivemos sob a égide da velocidade, ou seja, toda relação que se proponha a durar não possui espaço no mundo líquido. Em outras palavras, o sucesso está relacionado à capacidade de rotatividade nos relacionamentos, isto é, a capacidade de trocar de relacionamentos no menor espaço de tempo possível.
Essa característica do homem contemporâneo é o que determina o seu sucesso segundo Bauman. Para ele, o sucesso do “homo consumens” não se caracteriza pelo acúmulo de bens (sejam materiais ou humanos), mas pela maior capacidade em desfazer-se deles.
“É a rotatividade, não o volume de compras, que mede o sucesso na vida do homo consumens.”
Posto isso, a de se considerar que a incapacidade em manter relações que apresentamos faz com que não consigamos acumular o menor volume de compras e, assim, transformamos a vida em uma grande rede descartável.
Como não consigo ter um relacionamento que me traga satisfação, tento preenchê-lo como inúmeros relacionamentos efêmeros. Esse vazio também é preenchido com bens materiais, entretanto, como o sucesso é medido pela rotatividade, faz-se necessário que troque constantemente de bens a fim de que mantenha o vazio “preenchido”.
Dessa forma, não existem laços que prendem as pessoas, de tal maneira que a todo tempo, pessoas se desfazem de pessoas, como se estas fossem tão importantes quanto um copo descartável. Aliás, uma pessoa e um copo descartável exercem a mesma função. Em um primeiro momento são úteis para atender uma necessidade imediata, mas logo em seguida, perde-se o valor e ambos são amassados e jogados fora.
Na era descartável, quanto maior for a capacidade de desfazer-se, maior é o sucesso do indivíduo. As relações humanas, assim, se caracterizam por uma imensa fragilidade, em que o valor dos relacionamentos está ligado a um prazo de validade.
Pessoas entram e saem da nossa vida sem que possamos, de fato, conhecê-las. Habituamo-nos a não criar laços, fincar raízes. Temos necessidade de relacionamentos que sejam levados pelo vento, pois só o tempo permite que criemos raízes, e estas parecem inadequadas aos nossos tempos.
Quanto maior a raiz, mais profundo um relacionamento torna-se e, por conseguinte, torna-se mais difícil arrancá-lo. Assim sendo, o valor que o outro nos atribui varia conforme a sua necessidade. Podemos ser essenciais em determinado momento, e noutro ser um estranho.
Esse intervalo entre ser essencial e ser um estranho vem diminuindo com o passar do tempo, uma vez que, como nada é feito para durar, nossas necessidades também mudam constantemente e, por conseguinte, deixamos de ter importância para o outro, pois essa importância é condicionada a necessidade que tínhamos.
O homem contemporâneo parece não gostar de raízes e busca relacionamentos baseados na facilidade de desconectar e jogar fora. Não passamos de meras mercadorias como qualquer outra, estamos ficando mais sozinhos e com relacionamentos frágeis. A era descartável é silenciosa e fugaz, quando menos esperamos, somos jogados fora, dado que nossa utilidade chegara ao fim.
Na modernidade líquida, a velocidade assume o controle e, portanto, não existe tempo para refletir, apenas fazemos e deixamos de fazer, somos importantes e deixamos de ser importantes, sem a menor capacidade de reflexão. A única capacidade que temos é a de desfazer-se e esta qualquer um pode ter.
Qualquer um pode ter, porque é fácil e a facilidade é uma jovem sedutora. Livrar-se do outro quando quiser é sempre mais fácil, o grande problema é que com o passar do tempo as opções vão diminuindo, até que todos sejam descartados e você esteja sozinho. Mas, talvez não haja tanta diferença, afinal em tempos líquidos ou descartáveis,
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.”

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Depoimento sobre RTS - "STAR" (Neurolinguista)

dezembro 01, 2015


Aspectos trabalhados: sentimento de inferioridade, dificuldade de falar em público, insegurança e outros.
___
Sua pergunta sobre os efeitos do meu primeiro tratamento não saíram da minha mente, mas eu não sabia como responder.
Foi intenso e muita coisa mudou em mim de maneira muito rápida.

Tive fortes dores de cabeça, na área entre as sobrancelhas e a testa, na primeira semana após o tratamento, e um vazio no abdômen, sentia vontade de comer, mesmo sem fome me forçava, era como se eu quisesse preencher um vazio, era como se eu ainda quisessem apegar as crenças que já não existiam mais, não sei como te explicar isso, não queria sair de casa, não queria falar com ninguém, não queria tentar entrar em contato com a supraconsciência (depois do salto nunca mais consegui fazer contato com ela), nada, eu simplesmente não quis nada por muito tempo.

Quando você entrou em contato comigo para marcar as sessões, eu ainda estava nessa fase de "não quero nada". Por isso nem te respondi, me desculpe!
No final de junho, já que eu não queria nada (tipo uma depressão leve) me inscrevi em um curso de meditação Vipassana, fiquei 10 dias sem falar, só aprendendo a meditar. Confesso que não fazia ideia de como se meditava. Ficar 10 dias sem nada foi ótimo! Sai de lá querendo fazer alguma coisa, não sabia o que, mas sai querendo fazer algo. 

Nesse curso tive alguns "flashs" do que poderia falar para você sobre esse vazio, esse medo de mim mesma e da vida, mas ao terminar o curso, como eu não fiz nenhuma anotação, continuei não sabendo o que te dizer.
Minha vida melhorou, passei a aceitar melhor este país (EUA), passei a aceitar melhor as minhas escolhas, e me vi até de bem com o meu passado e meus pais. Revisei muitas anotações dos meus cursos de PNL e me coloquei como "dona" das minhas escolhas, mas ainda carrego uma "escuridão" interna. Muitas vezes até saboto a meditação para fugir dela, é como se existisse algo pesado, denso, que não é para eu tocar, não sei explicar.

Estou grávida de 7 semanas, sou grata a você por ter percebido e eliminado muitos problemas de infância que eu carregava e acredito que isso me "desbloqueou" essa parte da minha vida e do meu corpo, e sei também que que essa gravidez só veio porque me aceitei melhor (com a sua ajuda), mas essa escuridão ainda me consome e tenho medo dela afetar o feto, ainda "não caiu a ficha" que serei mãe!!! Com 37 anos, eu jurava que nunca seria mãe! É uma mistura de alegria e raiva, fico nessa gangorra me convencendo que é bom e que eu devia estar alegre.


Muito obrigada
Um forte abraço 
"STAR"

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Comentário do terapeuta


Apesar de ser uma pessoa muito desenvolvida intelectualmente, "STAR" tinha problemas bem básicos. Quando digo básicos, me refiro à base da personalidade, à sua estrutura fundamental.

As dores de cabeça que ela sentiu foram ocasionadas pela descompressão que houve no corpo dela. Pessoa fortemente acometida por emoções que travaram seus meridianos de acupuntura, ao liberar a energia deles, dores surgiram porque todo o fluxo parado voltou a circular. A sensação de dor no centro da testa deve ser, provavelmente, por causa de potencial da própria pessoa que estava dormente.

Veja que interessante o que a "STAR" disse sobre o vazio, o apego às crenças, não querer fazer nada por muito tempo, nem querer meditar, etc. Tudo isso são sintomas da depressão integrativa, que é o famoso efeito rebote após o Salto. Mas, "STAR" viveu isso em conjunto com os efeitos da RTS, inesperadamente. Justamente pela soma dos dois procedimentos é que ela teve uma reviravolta tão grande, rápida e intensa em si mesma.

O apego às crenças que já não faziam sentido mais, faz parte do luto (que é uma depressão suave passageira) da morte de algo dentro de si. O que morre em quem faz o Salto e a RTS? As partes velhas do EU. Por esses motivos é que o autoconhecimento exige coragem, pois não é um processo fácil e agradável. Pelo contrário, descobrir as próprias fragilidades é algo que dói, mas dói para curar.

Mesmo sendo Neurolinguista, suas próprias ferramentas não foram capazes de ajuda-la eficazmente na superação das suas dificuldades. Isto por que os métodos puramente racionais como a PNL não alcançam o fundo do psiquismo onde as programações estão gravadas e carregadas de emoções para direcionar inconscientemente as ações e reações do sujeito.  


-Dhin Akari

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cientista mineira revoluciona física com fotografia quântica

novembro 27, 2015

Revolução. A cientista Gabriela descobriu algo que Einstein classificou como “assustador” e que ninguém pensava ser possível provar
Tudo o que enxergamos é o reflexo da luz sobre os corpos. Quando você tira uma fotografia, o que a lente da sua câmera capta é esse mesmo reflexo. Assim, pelos princípios básicos da óptica – parte da física que trata da luz e dos fenômenos da visão –, se não há luz, não há imagem. Mas a descoberta de uma pesquisadora mineira veio para virar esse conceito de cabeça para baixo. 

Gabriela Barreto Lemos, 32, pós-doutoranda do Instituto de Óptica Quântica e Informação Quântica de Viena, na Áustria, conseguiu fazer uma foto não a partir da iluminação de um corpo, mas de um tipo de “telepatia” entre fótons – partículas minúsculas e elementares que formam a luz. Assim como a matéria é formada pelos átomos, um feixe de luz é formado por fótons.

Nessa técnica de fotografia quântica, a cientista e sua equipe dispararam um feixe de laser verde para um cristal, que aniquila um fóton verde do laser e, no lugar dele, cria dois fótons gêmeos, um vermelho e outro infravermelho. “É como se fosse um gêmeo gordo e um magro”, explica ela. O fóton infravermelho é enviado em uma trajetória e atravessa uma placa de silício com a imagem de um gato. Já o fóton vermelho segue um caminho diferente: é refletido em um espelho e enviado para uma câmera fotográfica .
Para surpresa geral – até do famoso físico Albert Einstein, se estivesse vivo –, a câmera registrou a imagem do gato. “É como se eu iluminasse um objeto em um quarto e a imagem aparecesse em uma câmera que está em outro quarto diferente”, compara Gabriel.
Resultado. As imagens do gato foram produzidas por um fóton que nunca chegou a iluminar a matriz
O experimento demonstrou o chamado “entrelaçamento quântico” – fenômeno pelo qual duas partículas podem estar interconectadas de forma a uma “sentir” o que acontece com a outra, mesmo que elas estejam separadas. “Se considerarmos dois irmãos gêmeos, é como se um deles tivesse uma dor de barriga e o outro sentisse a dor, mesmo sem estar passando mal”, explica a cientista.
Aplicação. Ainda que pareça coisa de ficção científica, o experimento de Gabriela pode ter aplicações práticas muito próximas da vida de qualquer um. “O que andamos conversando e discutindo são aplicações na área da biologia. Uma amostra sensível, por exemplo, poderia ser iluminada por um fóton de energia mais baixa e a imagem poderia ser produzida por seu gêmeo de energia mais alta”. Isso poderia abrir novos horizontes para uma série de exames, para citar um uso possível.
Novos passos
PesquisaGabriela agora pretende testar seu sistema em modelos vivos. Se tudo der certo, em breve ela poderá fazer uma fotografia quântica de um gato de verdade.
Para estudiosa, falta dinheiro para pesquisas no Brasil
A pesquisadora Gabriela Barreto Lemos afirma que pretende voltar para o Brasil, mas ainda não tem certeza. “O problema no Brasil é que o dinheiro para pesquisas é muito mais difícil. Conhecimento, bons pesquisadores e professores há, mas o dinheiro disponível é muito menor”, critica.
Essa restrição financeira, segundo ela, compromete os resultados. “Poderíamos fazer muito mais se pudéssemos comprar equipamentos”.
Ela ainda defende que o país deveria investir em intercâmbios entre cientistas brasileiros e estrangeiros. “Muitas vezes, trabalhos de alta qualidade do Brasil têm menos visibilidade do que um da Áustria. Precisamos ter mais colaborações internacionais e trazer mais instituições estrangeiras para ver o que está sendo feito no Brasil”, sugere.
Fonte: O Tempo
Visto em NUPESC






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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Amar duas pessoas ao mesmo tempo é mais comum do que se pensa

outubro 14, 2015
Ilustração: Lumi Mae
Texto da psicanalista Regina Navarro Lins
A questão da semana é o caso é o caso da internauta que não sabe como resolver o problema que surgiu na relação com seu namorado. Ele diz amá-la e também à sua melhor amiga. Amar duas pessoas ao mesmo tempo é mais comum do que se pensa.
Há aproximadamente 40 anos um filme causou tanto impacto que foi proibido em vários países: Le Bonheur (A felicidade), da francesa Agnès Varda.
Conta a história de um casal feliz, com dois filhos pequenos, que costumava passar os domingos num belo parque. Numa viagem de trabalho a uma cidade próxima, o marido conhece uma moça, por quem logo se apaixona.
Começam um intenso relacionamento amoroso. Entretanto, isso em nada afeta o casamento. Ele continua amando e desejando sua esposa, com a única diferença de se sentir mais pleno, com mais alegria de viver.
Acostumado que estava a compartilhar com ela todos os aspectos da sua vida, num daqueles dias no parque, enquanto as crianças brincavam distantes e eles, abraçados, descansavam na relva, ele resolve contar o que está acontecendo.
Relatando com toda a sinceridade os fatos, afirma à sua atenta ouvinte que em nada ela foi prejudicada, pelo contrário, é como se numa macieira mais uma maçã tivesse nascido. Percebe estar podendo amá-la ainda mais, já que se sente mais feliz. Como de costume, fazem sexo e dormem.
Na cena seguinte ouvem-se gritos vindos do lago. Ao acordar e não ver sua mulher ao lado, corre à procura dela. Chega a tempo de ver seu corpo sendo retirado. Naquele momento, procurando reconstituir em pensamento o que poderia ter ocorrido, imagina ela se afogando e, desesperada, tentando se agarrar a troncos de árvores para se salvar.
Era tão verdadeiro o seu amor, que em momento algum passa pela sua cabeça o que de fato tinha acontecido: ela não suportou saber que ele amava outra mulher e se suicidou.
Na cena final ele e sua nova esposa, a antiga amante, passeiam alegres de mãos dadas, no mesmo parque com os filhos dele. Os moralistas não se conformaram. Afinal, para eles a transgressão de amar duas pessoas ao mesmo tempo merecia algum tipo de punição.
Mas nada de mal acontece com o personagem e sua ausência total de culpa pela morte da mulher foi considerada inadmissível, tendo chocado muita gente.
O que poucos perceberam é que não havia mesmo motivos para culpa. O sofrimento vivido pela mulher, e que a levou a uma atitude tão desesperada, é que foi absurdo. O que estava ela perdendo? Absolutamente nada. Ao fazer com que todos acreditem ser impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo, o modelo de amor imposto na nossa cultura torna inquestionável a conclusão: “se ele ama outra é porque não me ama”.
Contudo, não há dúvida de que podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo. Não só filhos, irmãos e amigos, mas também aqueles com quem mantemos relacionamentos afetivo-sexuais. E podemos amar com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. Acontece o tempo todo, mas ninguém gosta de admitir.
A questão é que nos cobramos a rapidamente fazer uma opção, descartar uma pessoa em benefício da outra, embora essa atitude costume vir acompanhada de muitas dúvidas e conflitos.
Mas afinal, por que se tem tanto medo de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? O terapeuta José Ângelo Gaiarsa afirma que “somos por tradição sagrada tão miseráveis de sentimentos amorosos que havendo um já nos sentimos mais do que milionários, e renunciamos com demasiada facilidade a qualquer outro prêmio lotérico (do amor)”.
E essa limitação afetiva se desenvolveu a partir da crença de que somente através da relação amorosa estável com uma única pessoa é que vamos nos sentir completos e livres da sensação de desamparo. Não é à toa que exigimos que o outro seja tudo para nós e nos esforçamos para ser tudo para ele. Mesmo à custa do empobrecimento da nossa própria vida.
_____________________________________________________
QUANTO MAIS AMOR, MELHOR.
~Din

domingo, 4 de outubro de 2015

Físico brasileiro quer saber se podemos mover sistemas quânticos com a mente

outubro 04, 2015
Por Letícia Naísa
Em Piramidal
A subida era íngreme e o carro não pegava. Gabriel puxou o freio de mão e girou a chave mais uma vez. Nada. Outro veículo estacionou atrás do seu Fusca e o motorista gritou:
— Sai que tá pegando fogo.
Gabriel olhou para trás e viu o fogaréu no motor. A partir daquele momento, entrou em outra dimensão do espaço e do tempo. Estava em estado de choque. A primeira coisa que fez foi pegar o extintor. Tentou abrir e, sem muito jeito, estragou o lacre. Olhou para os lados e não via ninguém se aproximar para ajudar; as pessoas paravam e olhavam com receio de que o veículo explodiria.
Depois de muito tempo, moradores da região lhe trouxeram três extintores. Antes que pudessem agir, porém, houve novo incêndio. Como o tanque de combustível do Fusca fica na parte da frente, a gasolina, na descida, jorrava pra trás. Nada apagaria o fogo do automóvel.
Enquanto Gabriel se lamentava, a iminente tragédia virou evento entre os habitantes da pequena São Bento do Sapucaí, no interior de São Paulo. Uma turma se juntou para ver o carro pegar fogo sem dar conta do perigo. Gabriel então previu todos os acidentes que poderiam acontecer naquele momento. Bolas de metal em chamas, atropelamentos, batidas, queimaduras, mortes. Desesperado, ensaiou uma reza. “Se existe alguma coisa aí, por favor,se manifeste agora e salve essas pessoas, porque vai dar uma cagada”, falou.

Pouco depois da quase oração, o Fusca desceu a ladeira em alta velocidade; o carro fez uma curva e, sozinho, como que por um milagre, estacionou entre as muretas. O fogo apagou e não houve qualquer explosão. Nenhum ferido.
Para Gabriel, o que aconteceu com o Fusca – batizado de Dorotéia por causa da protagonista da peça de Nelson Rodrigues de mesmo nome que, segundo o dono, tinha o mesmo temperamento do veículo – foi de probabilidade baixíssima, algo muito peculiar. “Tudo poderia ter acontecido de pior ali e nada aconteceu”, disse. “Não acho que foi evidência de nada extraordinário, mas, no mínimo, isso me deixou com a pulga atrás da orelha.” O fato representou uma virada na vida de Gabriel. Ele estava disposto a investigar se a consciência pode exercer algum tipo de influência na matéria.
Curitibano, jovem, cético e prodígio, Gabriel Guerrer entrou no curso de física da Universidade Federal do Paraná aos 16 anos. Formou-se aos 20, tornou-se mestre aos 22 e doutor aos 25. Hoje, aos 31, ele dá cursos livres de física quântica e faz pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) sobre a “ontologia das interações consciência-matéria”. Em outras palavras e com alguma licença poética, ele estuda se seria possível alterar a trajetória de um Fusca pela força da mente.

Depois de virar lenda em São Bento, Gabriel voltou para Curitiba, arrumou outro carro e partiu para Belém do Pará. Foi um mês de viagem para pensar no futuro de sua vida – e, por tabela, de sua pesquisa. Gabriel chegou na cidade paraense junto com a Nossa Senhora, na época do Círio de Nazaré, uma das maiores procissões católicas do país, que reúne cerca de duas milhões de pessoas. “Quando cheguei, achei uma merda, não tinha nada a ver com o que estava buscando. Mas você joga um cara bem racional que já estava um pouco chacoalhado no meio dessa festa… Aquele monte de gente e todo mundo em silêncio. De repente, senti uma emoção. Quando vi, eu estava chorando junto com a santa chegando, sentindo aquilo de uma maneira muito intensa”, ele lembra. Na época, sua fé se resumia à ciência e nada mais.
Gabriel agradeceu por ter chegado naquele momento de celebração da fé. Em seguida, viajou para os lençóis maranhenses, onde diz ter entrado em contato com uma natureza selvagem e se questionado sobre qual era sua percepção no mundo. “Percebi que se meu estado de consciência muda, a realidade se transforma”, diz. Ele passou a confiar mais no acaso e na intuição; parou de querer controlar tudo. “Parece que quanto mais na roubada, mais o resgate tá pronto.”

De volta à rotina na sua cidade natal, Gabriel se debruçou sobre a teoria. Começou a pesquisar sobre fenômenos anomalísticos, parapsicologia, psicologia anomalística, misticismo e questões de consciência para além da sua associação com o cérebro. O primeiro contato do físico com pesquisas sobre fenômenos anômalos e a parapsicologia data da sua infância. “Eu era moleque e apareceu o Padre Quevedo no Fantástico falando ‘isso non ecziste’, e isso me marcou de uma maneira negativa. Sempre tive preconceito com a parapsicologia porque associava com algo de cunho religioso”, recorda.
Durante suas pesquisas, ele descobriu o trabalho do professor Dean Radin, do Institute of Noetic Sciences (IONS), nos Estados Unidos. O experimento de Radin trata da influência da mente no comportamento da matéria à distância, conhecido como micro (por se tratar de sistemas de domínio quântico, muito pequenos) psicocinese. O que o Gabriel quer fazer é replicar o experimento feito nos EUA e tentar entender suas reais capacidades. Ele diz que a ciência clássica considera consciência como produto do cérebro, mas ele acha tal visão equivocada e quer ir além. Para ele, o cérebro é um receptor de consciência, não um gerador: “Na visão atual, a consciência é o fenômeno mais raro do universo, o que essa nova visão faz é convidar a gente a imaginar que consciência pode ser um campo, algo mais fundamental.”

Seu pós-doutorado foi aprovado esse ano no instituto de psicologia da USP com apoio do Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Interpsi), coordenado pelo Dr. Wellington Zangari, e em parceria com a faculdade de física da mesma universidade. Ele está utilizando um laboratório multiusuário na física para fazer esse teste. No local, fará a montagem de um sistema com um raio laser que atravessa uma fenda dupla sendo observado por uma câmera que mede o padrão de interferência do laser. O próximo passo é colocar pessoas para tentar modificar esse padrão. Serão dois grupos de observadores: meditadores e pessoas sem prática de meditação. O experimento estará isolado e blindado para que não haja nenhuma outra via de troca de informação além do poder da mente.
Gabriel conta que os resultados da pesquisa do professor Radin apontam que o fenômeno de alteração do padrão de interferência existe de um ponto de vista estatístico, mas requer estados modificados de consciência. Traduzindo: o grupo dos meditadores parece conseguir alterar o comportamento da matéria por ter a mente funcionando de forma diferente.
O físico afirma não partir da existência certa do fenômeno em si, mas da pergunta: será? “O que estou propondo é um método experimental empírico de investigar a resposta e não de partir já de um pressuposto”, diz. Ele confessa que considera a possibilidade de que o experimento não dê em nada, mas o importante é tentar encontrar respostas e empurrar a fronteira do desconhecido.

Se der tudo errado, fica tudo como está. Mas e se der certo?
O professor Radin responde que aumentará a confiança nos resultados já observados e encorajará outros pesquisadores a tentar o mesmo experimento. “Se os resultados do Dr. Guerrer obtiverem sucesso, isso será importante porque providenciará evidência adicional a favor de uma interpretação da mecânica quântica”, diz. Para Radin, o sucesso da pesquisa daria mais uma prova de que a nossa mente é capaz de ir muito além do nosso corpo e fazer coisas que jamais imaginamos serem possíveis.
O tema é bastante polêmico e enfrenta muito preconceito na academia. Para grande parte dos críticos, trata-se de pseudociência. Gabriel rebate: “não existe nada mais pseudocientífico do que partir de um dogma”. O físico é bastante crítico aos modelos de pesquisa engessados da ciência. Ele acredita que as teorias ainda são muito baseadas no materialismo e, por causa disso, é impossível querer inovar quando não há interesse de investir em novas possibilidades.

Segundo Gabriel, a desconfiança gerada pelo tema fez com que o seu pedido de bolsa à Fapesp, órgão de fomento à pesquisa, fosse negado. O argumento da instituição foi de que a investigação “não se enquadra na lista de prioridades deles”. Gabriel insistiu, mas a Fapesp deu o mesmo parecer. Para ele, é evidente que o governo não tem interesse de financiar esse tipo de estudo. O professor Radin acredita que isso vem da crença de que o senso comum é suficiente para explicar a natureza e as pessoas não querem desafiar as suas crenças.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

As diversas faces da baixa autoestima

setembro 23, 2015
PUBLICADO EM RECORTES POR 
A baixa autoestima usa roupagens diferentes e muitas vezes ela surge disfarçada de mulher mega poderosa, de alto executivo, de adolescente marrento, de estudante rebelde, de professor severo, de pessoa extremamente crítica. Nem sempre quem tem autoestima baixa nos olha com carinha de cachorro magro. Nem sempre quem tem baixa autoestima se deprecia para os outros ou vive reclamando da vida. Quantas pessoas inseguras não se escondem atrás de uma cara de brava para os outros não descobrirem suas limitações intelectuais e afetivas?


© visto em Obvius






A baixa autoestima é um problema grave que assola muitas pessoas. Ter baixa autoestima é gostar-se pouco. É se valorizar pouco. Todo mundo deseja o melhor para si, mas muitas vezes, mesmo que inconscientemente, por alguma razão, acreditamos que não merecemos a felicidade e mesmo sem perceber nos sabotamos.
Quantas vezes não nos envolvemos com a pessoa errada porque lá no fundo queremos que a tentativa fracasse e a nossa autoimagem sofredora permaneça intacta? Quantas vezes não aceitamos do outro o que não faríamos a ninguém porque não nos achamos bons o bastante para sermos realmente bem tratados?
Quantas vezes não nos conformamos com amizades inexpressivas, um trabalho horrível, uma vida sem sentido porque pensamos que não somos capazes de estabelecer relações mais significativas ou de arranjar um emprego mais gratificante? Quantas vezes não achamos que não nascemos para nada, que não temos nenhum dom especial e que migalhas afetivas são tudo o que nos resta?
Quando falamos de autoestima baixa, imaginamos alguém deprimido, se olhando para o espelho com uma cara triste. Imaginamos alguém que fala pouco, que não se expressa, extremamente fechado e tímido.
Porém, a baixa autoestima usa roupagens diferentes e muitas vezes ela surge disfarçada de mulher mega poderosa, de alto executivo, de adolescente marrento, de estudante rebelde, de professor severo, de pessoa extremamente crítica. Nem sempre quem tem autoestima baixa nos olha com carinha de cachorro magro. Nem sempre quem tem baixa autoestima se deprecia para os outros ou vive reclamando da vida. Quantas pessoas inseguras não se escondem atrás de uma cara de brava para os outros não descobrirem suas limitações intelectuais e afetivas? Quantas vezes as pessoas não se escondem atrás de um mega visual para disfarçarem lacunas internas e o medo de não serem boas o bastante ao natural? Quantas mulheres não tentam resolver seus problemas de autoestima com cirurgiões plásticos sendo que na verdade , elas deveriam buscar por uma terapia? Não me refiro obviamente a pessoas que realmente precisam de cirurgia. Falo de defeitos imaginários ou excesso de perfeccionismo para escamotear uma carência psicológica.



Uma vez, ouvi o filósofo Luiz Felipe Pondé dizer que o narcísico tem um ego muito fraco e por tal razão, ele precisa se auto afirmar constantemente. Sim, muitas pessoas que esbanjam autoconfiança podem muito bem serem portadores de baixa autoestima e apresentam uma confiança fake para sobreviverem a um mundo cruel, que não perdoa os mais fracos e a elas mesmas porque para alguns é insuportável aceitar a ideia de não se gostar o bastante, de não se sentir bom o bastante.
Não é à toa que vemos mulheres lindas por dentro e por fora, extremamente afetuosas se degenerando em relações degradantes em que o parceiro as humilha constantemente e mesmo assim elas continuam com eles por medo da solidão. Quem tem baixa autoestima não suporta ficar sozinho. Todo mundo quer um parceiro, ok. Mas quem tem baixa autoestima vai além de querer. Ele precisa. Ele vê no outro sua tábua de salvação. O mesmo vale para homens interessantes que se submetem a mulheres mesquinhas e aproveitadoras porque não se sentem bons o bastante para serem amados plenamente por uma mulher de bom coração.


Nunca poderemos encontrar o amor no outro antes de nos amarmos profundamente

Não é à toa que vemos profissionais preparados e dedicados se submeterem a empregos ridículos, onde ganham mal e/ou sofrem assédio moral, além das explorações típicas que a maioria dos funcionários enfrenta como a realização de horas extra sem remuneração. Na teoria esta conduta não é permitida. Mas na prática ela acontece. Empresas sob o argumento de que o funcionário tem cargo de confiança, o induz a trabalhar fora do seu horário sem nenhum tipo de gratificação.
Não é à toa que vivemos desculpando gente que comete mil gafes. Não é à toa que que vivemos relevando as atitudes egoístas de pessoas que só pensam em si e desconsideram completamente as necessidades alheias. Não é á toa que nos culpamos quando alguém nos engana ou nos ofende brutalmente.
Se gostar bastante implica no entendimento de que somos alguém com valor e que merecemos ser tratados com respeito e dignidade. Se gosta bastante quem não se permite ser humilhado e se afasta de pessoas e situações nocivas, preferindo ficar sozinhas a suportar agressões físicas e/ou verbais. Se gostar é lutar pelo melhor.
Pessoas com alta autoestima sabem até onde podem ir e conhecem seus pontos fortes e fracos. Pessoas com alta autoestima não abrem mão dos seus valores para se manterem acompanhadas. Pessoas com alta autoestima não necessitam dizer o quanto elas são maravilhosas o tempo todo. Pessoas com alta autoestima não se rastejam pela aceitação alheia nem se intimidam porque não são perfeitas. Pessoas com alta autoestima entendem que estar com o outro é incrível, mas que a única pessoa que pode salvá-la é ela mesma.

Chega uma hora em que a gente precisa entender que nós somos a nossa própria heroína


Muitos pensam que quem tem alta autoestima é necessariamente convencido e fica proclamando aos quatro ventos todas as suas realizações ou postando fotos de cada momento do seu dia. Muitas vezes, a autopromoção gratuita é simplesmente um dos disfarces mais coloridos de um ego que anda bem descuidado. Autoestima tem cura. Não é um processo fácil nem rápido. Muito menos indolor. Muita leitura, reflexão, autoanálise e terapia podem contribuir bastante para uma vida emocionalmente mais segura e saudável.




O que acha de cuidar da sua autoestima?