A ciência vem sendo usada por charlatões para "provar" falsas verdades e adoecer a população e o ecossistema.
Quem está por trás da tão possível privatização da água? Se ela for privada, como ficará a vida de quem não puder pagar por ela? A privatização das coisas públicas faz bem para quem?
Um jovem prodígio brasileiro, com muito pouco recurso, na sua escola técnica desenvolveu uma tecnologia capaz de tornar pessoas em coma comunicáveis.
As tecnologias da comunicação interconectaram o mundo, mas agora estão dando brecha para que mentiras e fatos mal-interpretados decidam o destino das pessoas. A quem interessam as Fake News?
O mistério dos corpos que não se desfazem depois da morte. A santidade da personalidade que ali habitava é que causa esse fenômeno? Mistério!

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos

dezembro 27, 2015
Por Drauzio Varella, Via: Cult Carioca
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.
Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.
Se não quiser adoecer – “tome decisão”.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “busque soluções”.
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.
Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.
Se não quiser adoecer – “não viva sempre triste”.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
Se não quiser adoecer – “não viva de aparências”.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso… Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Se não quiser adoecer – “aceite-se”.
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Orientação Especial Para os Recém-Iniciados

dezembro 11, 2015
Orientação Especial
Dificuldade de fazer a Pratica em Casa

Primeira coisa a dizer... querer fazer a prática do processo em casa depois de um dia todo de trabalho e diversas emoções, sejam negativas ou positivas geralmente resulta em fracasso... o motivo é simples, a prática para se comunicar com o Deus interior exige que a mente e o corpo estejam tranquilos, estejam bem. Incômodos no corpo e na mente causam distração. A prática do “Salto” é uma meditação, e como qualquer meditação exige tranquilidade de mente e corpo num ambiente silencioso. Isso seria o ideal, nem sempre é possível esse ideal, mas a situação que mais se aproximar disso é a mais adequada.
Sobre fazer o processo em casa, de fato há essa dificuldade, pois a mente elemental fica sempre querendo sabotar a prática. Porém lá durante o seminário você tem uma pessoa te conduzindo, essa pessoa faz perguntas e espera ser respondida. Se trata então de um costume, se alguém te pergunta algo, você tem de responder, ai a mente elemental como uma criança fica quieta, coagida pela situação, foi um habito imposto pelas circunstâncias.
Mas em casa, sozinho, não tem ninguém esperando a resposta, só você mesmo, então a mente elemental fica relaxada, como uma criança birrenta ela atrapalha a comunicação com a supraconsciência. A pessoa então tem de ter uma forte concentração, essa concentração é treinada com as técnicas do Budismo e Yoga.
No meu caso tive as mesmas dificuldades, mas as resolvi fazendo o seguinte: Eu aqui em casa invocava aquele ambiente do seminário, eu literalmente imaginava a iniciadora ao meu lado, fazendo as perguntas. Isso provoca um tipo de "coação" contra a mente reativa (elemental), essa fica quieta, pois a iniciadora quer saber as respostas de suas perguntas, e está nos pressionando para que respondamos.
Com o tempo fui me acostumando com a concentração requerida, ai aos poucos notei que visualizar a iniciadora ao lado perguntando não era mais necessário, pois um novo hábito havia sido criado, o habito de ficar no estado de "não pensar", o mesmo que as pessoas ficam quando estão na sala de cinema. Sobre a autenticidade das informações, como expliquei lá no seminário, você deve perguntar detalhes tais como: Datas, lugar dos ocorridos, qual a cultura, cor da pele das pessoas, em que lugar se localizava a sua cidade na vida passada, etc...
Depois de fazer a prática anote tudo, e então pegue um livro de história para verificar se as datas, cultura, situação financeira, etc.. batem com o que foi registrado na época. Faça algo parecido como nessa série do Canal Biography da TV por assinatura [Clique Aqui]. Claro que deve-se levar em conta que os relatos descritos num livro de história são sempre uma "hipótese" mais ou menos precisa sobre o que aconteceu no passado, pois os arqueólogos fazem uma 'construção' do passado baseados em escritos antigos (que podem ser mal interpretados) ou em artefatos antigos pouco compreendidos.
Então não é necessário que suas memórias batam "exatamente" com o que está registrado nos livros de história, mas estando próximo já é sinal claro que a memória é real. Devemos dar uma “colher de chá” para os pobres historiadores, coitados... essa ciência não é precisa como a matemática ou a física.



Complemento [1]


Uma pessoa que fez a iniciação e logo na semana seguinte mandou esse email pedindo orientação, ele veio ao seminário gratuitamente, pois afirmou que não conseguia emprego. Disse que estava sem esperanças e que se não recebesse ajuda faria uma “besteira”. Vejamos o que ele perguntou e minha resposta:


Bruno, estou num impasse. Não estou conseguindo acessar os “porquês” dos bloqueios com relação ao emprego. Não sei porque qual razão toda vez que faço o processo, tudo fica centralizado nas coisas que aconteceram nessa vida, e olha que tenho limpado muita “caca” que tava carregando de graça. Eliminei também mais ligações que tinha com pessoas falecidas ou não, que estavam me atrapalhando e sei que ainda tem mais para eliminar. Mas o que realmente me incomoda é que não estou conseguindo atingir o meu objetivo de entender o porque dos problemas de emprego.

O que você sugere? Você permitiria que eu participasse como “ouvinte” só daquela parte inicial do processo em uma próxima turma? Quem sabe assim eu poderia dominar o processo de forma melhor. Tenho feito o processo diariamente sem falhas e tem dias que saio extremamente revigorado e energizado, mas tem outros que saio nervoso pacas! Porque isso acontece?


Minha Resposta:

Então, é como digo no seminário, quem realmente conduz o processo não sou eu, nem o iniciado, mas sim a supraconsciência, é a mente suprema que decide o que vai ser respondido ou não. Agora vejamos... estranho você escrever isso, pois na minha opinião a questão da dificuldade com emprego ficou esclarecido, se trata de obsessão de almas vingativas.

Você casava escravos fugitivos, para que? Bem para fazê-los trabalhar, para eles voltarem à escravidão. Então as almas resolveram te fazer ter problemas com empregos, não querem que você prospere, que seja feliz, querem que você sofra algo parecido com o que fez eles sofrerem. Também pode haver um outro agente ai, a sua própria consciência pesada, acredito que lá no fundo sente que merece sofrer, passar apertos, pois “precisa pagar seus pecados”, unindo essas duas “forças” o resultado é mesmo devastador.

A supraconsciência escolhe o que quer mostrar, você pode fazer mil vezes a pergunta sobre algo, mas se ela não quiser te responder, não vai vir informação, deve então abandonar a tentativa e seguir com outra pergunta que não tem nada a ver com a primeira. 

Dias ou meses mais tarde pode voltar com aquela velha pergunta, nisso poderá obter a resposta. Eu mesmo sempre perguntava como ativar mais a kundalini, mas nunca vinha resposta, depois de 1 ano e dois meses de pratica intensa eu perguntei pelo milésima vez, e então a resposta veio. 

Perguntei: Por que não me respondeu antes? -  A resposta foi  - Simplesmente por que você estava despreparo para saber, se eu te dissesse ativaria mais a kundalini sem o seu sistema está mais purificado, e isso causaria problemas, pois o sistema de chakras tem de estar muito limpo para poder ativar a kundalini, já que ela é uma energia neutra que amplifica tudo o que existe, seja ruim, seja bom.

Então é esse o ponto, se sua supra está só mostrando traumas dessa vida, ou problemas que não tem nada a ver com emprego, então é por que ela considera mais importante esses outros assuntos, uma vez resolvidos esses problemas ela vai prosseguir mostrando o que trava a vida social. Isso claro se houver outros motivos, além daqueles já mostrados...



Complemento [2]


Pergunta de outro iniciado, essa bem comum:

Como faço para diferenciar o que é imaginação e o que é a supra-consciência?

Resposta:

Me pergunta como saber se é imaginação, ou não? Bem... na verdade para o cérebro não existe qualquer diferença entre memória real e mera imaginação. Para saber se é verdade, tem de anotar as informações, se baterem minimamente com os dados históricos e arqueológicos então não há motivo razoável para achar que é apenas "imaginação".  E lembre-se, aquilo que vem na primeira vez, sem você fazer esforço algum para puxar das memórias, é a resposta. Se você estava apenas no aguardo, e ai vem uma informação, então de onde veio? Nós entendemos que veio da supraconsciencia.

Veja o que argumentei numa pagina em meu site, essa:  http://seteantigoshepta.blogspot.com.br/2014/04/vidas-passadas-prova-cientifica.html 

Lá escrevi:  


- Uma médica estudiosa do cérebro, diz que lembranças reais, e imaginação provocam os mesmos efeitos neurológicos no cérebro quando observado por ressonância, o argumento dos pseudocéticos é que isso “prova” que tudo pode ser imaginação... mesmo as lembranças reais, para o cérebro é como imaginação, a diferença entre imaginação e lembrança real, para o cérebro, é... nenhuma! Então, seguindo a lógica dos pseudocéticos, se eu tiver uma lembrança real, mas eles não querem acreditar no que digo, eles podem dizer apenas que eu “imaginei” afinal pouco interessa se é lembrança, ou imaginação, para o cérebro, tanto faz. Acredito que criminosos iriam adorar esse tipo de lógica sofistica, a policia perguntaria - "você matou tal, ou qual pessoa?" - O criminoso responderia - "Olha... eu tenho imagens de assassinatos sim no meu cérebro, mas acho que é apenas a minha imaginação! Pode ver isso ai na ressonância magnética, veja como eu tenho toda a razão!" -


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Elogie seu filho do jeito certo

dezembro 08, 2015
“Na vida não há prêmios nem castigos. Somente consequência”
Elogie o esforço, não a inteligência.
Elogie do jeito certo.

Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”, e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa… As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “Isso mesmo, filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto, meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, de copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A Era Descartável

dezembro 05, 2015
Escultura de gelo de Nele Azevedo
Fonte: Contioutra
Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.” A frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman resume com brilhantismo a vida do homem na pós-modernidade ou como ele mesmo prefere – modernidade líquida – posto que a fluidez das relações exija que estejamos em constante mudança.
Sendo assim, vivemos sob a égide da velocidade, ou seja, toda relação que se proponha a durar não possui espaço no mundo líquido. Em outras palavras, o sucesso está relacionado à capacidade de rotatividade nos relacionamentos, isto é, a capacidade de trocar de relacionamentos no menor espaço de tempo possível.
Essa característica do homem contemporâneo é o que determina o seu sucesso segundo Bauman. Para ele, o sucesso do “homo consumens” não se caracteriza pelo acúmulo de bens (sejam materiais ou humanos), mas pela maior capacidade em desfazer-se deles.
“É a rotatividade, não o volume de compras, que mede o sucesso na vida do homo consumens.”
Posto isso, a de se considerar que a incapacidade em manter relações que apresentamos faz com que não consigamos acumular o menor volume de compras e, assim, transformamos a vida em uma grande rede descartável.
Como não consigo ter um relacionamento que me traga satisfação, tento preenchê-lo como inúmeros relacionamentos efêmeros. Esse vazio também é preenchido com bens materiais, entretanto, como o sucesso é medido pela rotatividade, faz-se necessário que troque constantemente de bens a fim de que mantenha o vazio “preenchido”.
Dessa forma, não existem laços que prendem as pessoas, de tal maneira que a todo tempo, pessoas se desfazem de pessoas, como se estas fossem tão importantes quanto um copo descartável. Aliás, uma pessoa e um copo descartável exercem a mesma função. Em um primeiro momento são úteis para atender uma necessidade imediata, mas logo em seguida, perde-se o valor e ambos são amassados e jogados fora.
Na era descartável, quanto maior for a capacidade de desfazer-se, maior é o sucesso do indivíduo. As relações humanas, assim, se caracterizam por uma imensa fragilidade, em que o valor dos relacionamentos está ligado a um prazo de validade.
Pessoas entram e saem da nossa vida sem que possamos, de fato, conhecê-las. Habituamo-nos a não criar laços, fincar raízes. Temos necessidade de relacionamentos que sejam levados pelo vento, pois só o tempo permite que criemos raízes, e estas parecem inadequadas aos nossos tempos.
Quanto maior a raiz, mais profundo um relacionamento torna-se e, por conseguinte, torna-se mais difícil arrancá-lo. Assim sendo, o valor que o outro nos atribui varia conforme a sua necessidade. Podemos ser essenciais em determinado momento, e noutro ser um estranho.
Esse intervalo entre ser essencial e ser um estranho vem diminuindo com o passar do tempo, uma vez que, como nada é feito para durar, nossas necessidades também mudam constantemente e, por conseguinte, deixamos de ter importância para o outro, pois essa importância é condicionada a necessidade que tínhamos.
O homem contemporâneo parece não gostar de raízes e busca relacionamentos baseados na facilidade de desconectar e jogar fora. Não passamos de meras mercadorias como qualquer outra, estamos ficando mais sozinhos e com relacionamentos frágeis. A era descartável é silenciosa e fugaz, quando menos esperamos, somos jogados fora, dado que nossa utilidade chegara ao fim.
Na modernidade líquida, a velocidade assume o controle e, portanto, não existe tempo para refletir, apenas fazemos e deixamos de fazer, somos importantes e deixamos de ser importantes, sem a menor capacidade de reflexão. A única capacidade que temos é a de desfazer-se e esta qualquer um pode ter.
Qualquer um pode ter, porque é fácil e a facilidade é uma jovem sedutora. Livrar-se do outro quando quiser é sempre mais fácil, o grande problema é que com o passar do tempo as opções vão diminuindo, até que todos sejam descartados e você esteja sozinho. Mas, talvez não haja tanta diferença, afinal em tempos líquidos ou descartáveis,
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.”

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Depoimento sobre RTS - "STAR" (Neurolinguista)

dezembro 01, 2015


Aspectos trabalhados: sentimento de inferioridade, dificuldade de falar em público, insegurança e outros.
___
Sua pergunta sobre os efeitos do meu primeiro tratamento não saíram da minha mente, mas eu não sabia como responder.
Foi intenso e muita coisa mudou em mim de maneira muito rápida.

Tive fortes dores de cabeça, na área entre as sobrancelhas e a testa, na primeira semana após o tratamento, e um vazio no abdômen, sentia vontade de comer, mesmo sem fome me forçava, era como se eu quisesse preencher um vazio, era como se eu ainda quisessem apegar as crenças que já não existiam mais, não sei como te explicar isso, não queria sair de casa, não queria falar com ninguém, não queria tentar entrar em contato com a supraconsciência (depois do salto nunca mais consegui fazer contato com ela), nada, eu simplesmente não quis nada por muito tempo.

Quando você entrou em contato comigo para marcar as sessões, eu ainda estava nessa fase de "não quero nada". Por isso nem te respondi, me desculpe!
No final de junho, já que eu não queria nada (tipo uma depressão leve) me inscrevi em um curso de meditação Vipassana, fiquei 10 dias sem falar, só aprendendo a meditar. Confesso que não fazia ideia de como se meditava. Ficar 10 dias sem nada foi ótimo! Sai de lá querendo fazer alguma coisa, não sabia o que, mas sai querendo fazer algo. 

Nesse curso tive alguns "flashs" do que poderia falar para você sobre esse vazio, esse medo de mim mesma e da vida, mas ao terminar o curso, como eu não fiz nenhuma anotação, continuei não sabendo o que te dizer.
Minha vida melhorou, passei a aceitar melhor este país (EUA), passei a aceitar melhor as minhas escolhas, e me vi até de bem com o meu passado e meus pais. Revisei muitas anotações dos meus cursos de PNL e me coloquei como "dona" das minhas escolhas, mas ainda carrego uma "escuridão" interna. Muitas vezes até saboto a meditação para fugir dela, é como se existisse algo pesado, denso, que não é para eu tocar, não sei explicar.

Estou grávida de 7 semanas, sou grata a você por ter percebido e eliminado muitos problemas de infância que eu carregava e acredito que isso me "desbloqueou" essa parte da minha vida e do meu corpo, e sei também que que essa gravidez só veio porque me aceitei melhor (com a sua ajuda), mas essa escuridão ainda me consome e tenho medo dela afetar o feto, ainda "não caiu a ficha" que serei mãe!!! Com 37 anos, eu jurava que nunca seria mãe! É uma mistura de alegria e raiva, fico nessa gangorra me convencendo que é bom e que eu devia estar alegre.


Muito obrigada
Um forte abraço 
"STAR"

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Comentário do terapeuta


Apesar de ser uma pessoa muito desenvolvida intelectualmente, "STAR" tinha problemas bem básicos. Quando digo básicos, me refiro à base da personalidade, à sua estrutura fundamental.

As dores de cabeça que ela sentiu foram ocasionadas pela descompressão que houve no corpo dela. Pessoa fortemente acometida por emoções que travaram seus meridianos de acupuntura, ao liberar a energia deles, dores surgiram porque todo o fluxo parado voltou a circular. A sensação de dor no centro da testa deve ser, provavelmente, por causa de potencial da própria pessoa que estava dormente.

Veja que interessante o que a "STAR" disse sobre o vazio, o apego às crenças, não querer fazer nada por muito tempo, nem querer meditar, etc. Tudo isso são sintomas da depressão integrativa, que é o famoso efeito rebote após o Salto. Mas, "STAR" viveu isso em conjunto com os efeitos da RTS, inesperadamente. Justamente pela soma dos dois procedimentos é que ela teve uma reviravolta tão grande, rápida e intensa em si mesma.

O apego às crenças que já não faziam sentido mais, faz parte do luto (que é uma depressão suave passageira) da morte de algo dentro de si. O que morre em quem faz o Salto e a RTS? As partes velhas do EU. Por esses motivos é que o autoconhecimento exige coragem, pois não é um processo fácil e agradável. Pelo contrário, descobrir as próprias fragilidades é algo que dói, mas dói para curar.

Mesmo sendo Neurolinguista, suas próprias ferramentas não foram capazes de ajuda-la eficazmente na superação das suas dificuldades. Isto por que os métodos puramente racionais como a PNL não alcançam o fundo do psiquismo onde as programações estão gravadas e carregadas de emoções para direcionar inconscientemente as ações e reações do sujeito.  


-Dhin Akari

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