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sábado, 30 de setembro de 2017

Medo do Envolvimento Afetivo

setembro 30, 2017


Não são poucos os que estão na corda bamba entre o desejo de amar e o medo de se ferir. E conseguir amar é justamente não se deixar engolir por esse medo. Desilusões, frustrações, decepções amorosas acontecem. O importante é compreende-las.

Uma busca de diversão, uma série de jogadas ao mesmo tempo tentadoras e ameaçadoras é que leva as pessoas a um número bastante grande de encontros, desencontros e reencontros. Os “namorantes” vem de muitos cantos e convergem em alguns pontos da cidade. Todos partilham as mesmas crenças, ou seja, acreditam que estão em busca de alguém que vai tornar sua vida mais rica, diferente, excitante. Buscam se encontrar para abrir novas portas. Querem dar às suas vidas uma nova dimensão.

A maioria das pessoas que está procurando um possível companheiro íntimo nunca se encontrou antes, mas como estranhos num navio, rapidamente se abre, confessa sua ilusão, sua esperança, como também o medo e a desilusão. Todos estão em busca de amantes mas, uma vez por outra, encontram “odiantes”. Isso cria muitas dúvidas. Todos já fomos decepcionados, frustrados e rejeitados de alguma maneira, todos já fomos menos amados do que queríamos.

Na terra do desejo somos livres – “eu quero, eu posso” – , mas, quando voltamos à realidade, olhamos nossa vontade cara a cara e vemos que é limitada. Quando ocorre um encontro, todos queremos evitar sermos machucados, nos sentirmos presos numa armadilha ou sermos abandonados.

Há momentos em que temos a impressão de que a vida e as relações são uma sucessão de experiências sem significado. Saímos de uma relação para outra com necessidade de esconder os próprios sentimentos ou as próprias dúvidas.

Muitas mulheres que se transformaram em “gatas escaldadas” pelas suas perdas juram pelo fundo de sua caixa de lenços de papel nunca confiar novamente. Por outro lado, a maioria dos homens se entorpece, lacra sua decepção no copo de um bar, provando uma bebida atrás da outra até que chega uma hora em que não se sabe mais o que está bebendo, nem muito menos sentindo: desilusão, raiva, irritação diante do conhecido e dos desconhecidos.

Um segredo em relação às perdas é encará-las, em vez de fugir delas, porque isso diminui seu poder. Antes de buscar alívio para a dor é importante compreende-la: caminhar com calma para dentro dela. Logo abaixo da superfície de qualquer dor encontram-se, com frequência, medo ou raiva escondidos.

Em vez de ficarmos sendo jogados de um lado para o outro por esses sentimentos, podemos reconhecer o que está acontecendo e tentar “pular fora”. Em outras palavras, quando podemos abrir um espaço para o sentimento e ficar na beirada, nos situamos. Ainda sentimos o calor da fogueira, mas as chamas não nos queimam mais. Se conseguimos criar algum espaço, uma “distância protetora”, não nos sentimos mais vulneráveis ou indefesos, ou seja, encaramos nosso medo ou nossa raiva sem sermos totalmente engolidos por eles.

Apesar de “pular fora” ser algo simples de explicar, nem sempre é fácil de conseguir, especialmente quando se trata de amor. Nosso amor por outra pessoa remexe nossos sentimentos, atiça fogo em nossas incertezas, em nossos medos, como também em nossos desejos.

Sempre que se apresenta uma nova possibilidade, há medo. Nós nos defrontamos com ele quando existe contato, quando nos sentimos afetados, tocados pelo outro. Antigamente se dizia: “Amar é não sentir medo”. Entretanto, essa é uma explicação bastante simplista; amar é, mais do que tudo, não se deixar ser engolido pelo medo. A sensação é a de ficar na corda bamba entre o desejo e o temor. Balançamos de um lado para o outro.

Aproximar-se de alguém, inevitavelmente, cria um desafio. Nós só iremos descobrir o que fazer quando tivermos a coragem de sentir e fazer uma escolha, pois o medo adverte: “Cuidado”. Mas a vida diz: “Arrisque”.

Afinal, a única saída continua sendo o amor!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Chacras e Numerologia

setembro 26, 2017

Os números se relacionam com todas as fontes de energia. Entre elas estão os chacras, os 7 pontos energéticos localizados em nosso corpo.
Os chacras são elementos de ligação entre os órgãos, as glândulas, os centros nervosos do corpo e as forças vitais que animam o corpo físico.
Para garantir excelente vitalidade, bem estar emocional, e harmonia geral da saúde é importante manter os chacras em equilíbrio, sem bloqueios, abertos para a circulação de energia.
A cada chacra existe um número correspondente. Vamos conhecer onde estão localizados os chacras e a que número correspondem. 

Chacra da coroa

Localizado na parte superior da cabeça. É o ponto de relação entre a pessoa e sua espiritualidade. É ativado de forma especial durante a prática da meditação. Relaciona-se com o número 11

Chacra do terceiro olho

Situado entre os olhos. É o centro da percepção, do conhecimento do universo. Estimula a intuição e permite enxergar além do nível físico (espaço e tempo) É o chacra da visão, da clarividência.
Relaciona-se com os números 9 e 7

Chacra laríngeo

Situado na base do pescoço. É o centro da comunicação e da criatividade. Também é o centro da vontade. Relaciona-se com o número 3

Chacra do coração

Situado no meio do peito. Rege as emoções, o amor ao próximo, o amor incondicional. Lida com as emoções que unem as pessoas nos diversos relacionamentos, como o perdão, a compaixão, a compreensão. Relaciona-se com os números 6, 9 e 2

Chacra do plexo solar

Situado acima do umbigo. Está associado à questão do poder pessoal do individuo e controle de si mesmo. Rege a vontade, o controle do desejo. Contribui para a vitalidade. Relaciona-se com os números 8 e 1

Chacra sacro

Situado abaixo do umbigo. É a sede energética e sutil da sexualidade. Ligado à reprodução e capacidade de sentir emoção. Relaciona-se com o número 5

Chacra da base

Situado na base da coluna vertebral. Está associado à vida, à vontade de existir, o domínio do corpo, o instinto de sobrevivência e com o senso da realidade. Quando equilibrado vivemos enraizados, vivendo com determinação e decisão. Traz vitalidade ao corpo físico. Está relacionado com os números 1e 4

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Evidências interculturais para as bases genéticas da homossexualidade

setembro 19, 2017
Por Debra Soh 
Publicado na Scientific American 
Republicado de Universo Racionalista
As razões por trás do porquê as pessoas são homo, hétero ou bissexuais têm sido por muito tempo motivo de fascinação pública. De fato, pesquisas no tópico de orientação sexual oferece uma poderosa janela para compreender a sexualidade humana. A Archives of Sexual Behavior publicou em Abril uma seção especial devotado à pesquisa na área, intitulada “O Quebra-Cabeças da Orientação Sexual”. Um estudo, conduzido por cientistas na University of Lethbridge in Alberta, oferece evidências convincentes interculturais de que há fatores genéticos comuns que governam preferências sexuais de homens homossexuais por parceiros do mesmo sexo.
Entre os indígenas Zapotec no sul do México, indivíduos que são biologicamente homens e sexualmente atraídos por homens são conhecidos como muxes. Eles são reconhecidos como um terceiro gênero: Muxe nguiiu tendem a ser masculinos em sua aparência e comportamento; muxe gunaa são femininos. Em culturas ocidentais, seriam considerados homens gays e mulheres transsexuais, respectivamente.Diversos correlatos de androfilia masculino – atração sexual de homens biológicos por outros homens – já foi observada em diversas culturas, o que é um indício de uma fundação biológica comum entre elas. Por exemplo, o efeito de ordem de nascimento fraternal – o fenômeno onde androfilia masculina pode ser predita pela existência de um grande número de irmãos mais velhos – é evidente tanto em sociedades ocidentais quanto das Ilhas Samoa.
Interessantemente, na sociedade ocidental, homens homossexuais, comparados com homens heterossexuais, tendem a apresentar maiores níveis de ansiedade de separação – o estresse advindo da separação de grandes figuras de afeição, como um cuidador ou membro próximo da família. Pesquisas em Samoa apresentaram de forma similar que um terceiro gênero fa’afafine – indivíduos que são femininos na aparência, biologicamente masculinos, e atraídos por homens – também se lembram de maior ansiedade de separação quando comparados com homens samoano heterossexuais. Assim, se um padrão similar relacionado à ansiedade de separação fosse encontrado em uma terceira cultura – no caso, no estado de Oxaca no México – adicionaria às evidências que a androfilia masculina sofre influência biológica.
O estudo recente incluiu 141 mulheres heterossexuais, 135 homens heterossexuais, e 178 muxes (61 muxe nguiiu e 117 muxe gunaa). Participantes do estudo foram entrevistados usando um questionário que perguntava sobre ansiedade de separação – mais especificamente, o estresse e preocupação que eles apresentaram quando crianças com relação à serem separados de figuras parentais. Os participantes avaliaram o quão verdadeiras as perguntas eram para idades de 6 a 12 anos de idade.
Os Muxes apresentaram altas taxas de separação de ansiedade quando comparados à homens heterossexuais, de forma similar ao que foi observado em homens homossexuais no Canadá e nas Ilhas Samoa. Também não houve diferenças nos valores de ansiedade de separação entre mulheres e muxe nguiiu ou muxe gunaa, ou entre os dois tipos de muxe.
Quando consideramos possíveis explicações para esses resultados, mecanismos sociais são improváveis porque estudos prévios mostraram que a ansiedade é herdável e a parentalidade costuma ser em resposta aos comportamentos e características da criança, e não o contrário. Mecanismos biológicos, porém, oferecem uma explicação mais convincente. Por exemplo, acredita-se que a exposição à níveis hormonais tipicamente femininos de hormônios sexuais esteroides durante o período pré-natal possa “feminilizar” regiões do cérebro masculino relacionadas à orientação sexual, influenciando portanto questões de afeto e ansiedade.
Além dessas observações, estudos em genética molecular mostraram que a Xq28, a região localizada na ponta do cromossomo X, está envolvida tanto na expressão da ansiedade e da androfilia masculina. Esse trabalho sugere que fatores genéticos comuns podem regular a expressão de ambos. Estudos em gêmeos apontam adicionalmente para explicações genéticas como uma força fundamental para a preferência por parceiros do mesmo sexo em homens e neuroticismo, uma característica comparável à ansiedade.
A pesquisa em ansiedade de separação na infância age como um correlato culturalmente universal para a androfilia em homens. Isso possui aplicações importantes para a compreensão de condições mentais em crianças porque níveis subclínicos de ansiedade de separação, quando relacionados à androfilia masculina, podem representar uma parte típica do desenvolvimento da vida.
Nesse cenário, estudos de orientação sexual vão continuar a despertar interesse e controvérsia pelo futuro próximo pois tem o potencial de ser utilizado – para o bem ou para o mal – para sustentar determinadas agendas políticas. A aceitação moral da homossexualidade tem tradicionalmente se sustentado na ideia que a atração por parceiros do mesmo sexo é inata e imutável e portanto não uma escolha. Isso é claro quando pensamos como crenças sobre a homossexualidade ser “aprendida” já foram usadas para justificar tentativas hoje descreditadas de tentar mudar esse comportamento.
As similaridades interculturais evidenciadas pelo estudo da Lethbridge oferecem ainda mais evidências de que ser gay é genético, o que é, por si só, um achado interessante. Mas nós como sociedade precisamos desafiar a noção de que a homossexualidade precisa ser não-volitiva para ser socialmente aceitável. A etiologia da homossexualidade, biológica ou não, não deveria interferir no direito individual dos homossexuais por igualdade.
FATOR QUÂNTICO
Saúde & Comportamento Humano

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dez imoralidades bíblicas não questionadas por cristãos

setembro 13, 2017

por André Bernardo
para Mundo Estranho

Visto em Paulopes




1 - Triângulo amoroso

O patriarca Abraão, sua mulher, Sara, e a escrava Agar viveram um triângulo amoroso complicado. Sara era estéril e, ao passar dos 70 anos, sugeriu ao marido que tomasse uma nova esposa. Agar foi a escolhida e deu à luz Ismael, mas Sara se arrependeu. Engravidou 14 anos depois, teve Isaac e, enciumada, exigiu a expulsão da rival e do filho dela. Supostamente, a briga rende até hoje: Ismael teria dado origem ao povo árabe, e Isaac, ao povo judeu. [Gênesis, capítulo 21, versículos 1-14]

2 - Dança sensual em troca de uma cabeça

A história de João Batista, primo de Jesus, vale como alerta: cuidado onde você mete seu bedelho. João reprovava o caso entre Herodes Antipas, rei da Galileia, e a cunhada dele, Herodias. No aniversário do monarca, sua enteada Salomé o presenteou com uma dança sensual. Em troca, Herodes prometeu a ela o que quisesse. Ela não hesitou: exigiu a cabeça de João numa bandeja. [Mateus, capítulo 14, versículos 1-11]


3 - Satanás faz aposta com Deus

Às vezes, para ensinar uma lição, Deus pode propor testes de fé bem árduos. Foi o que rolou com Jó, um homem justo e íntegro. Satanás apostou com Deus que, se Jó perdesse suas riquezas, voltaria-se contra o Criador. Deus topou. Autorizou que seu adversário lançasse várias pragas contra Jó: ele perdeu os filhos, teve os bens roubados e ficou coberto de úlceras. Mas nunca blasfemou contra os céus. Sensibilizado, Deus restituiu, em dobro, tudo o que possuía. [Jó, capítulo 1, 2 e 42]


4 - Genocídio com benção divina

Guerras com motivações religiosas tem sido frequentes desde a época da Bíblia. A mais sangrenta dessas guerras, a do bisneto do rei Salomão, Asa, contra o monarca etíope Zara, matou mais de 1 milhão de pessoas. E com a bênção divina: “É em teu nome que marchamos contra essa multidão”, clamou Asa antes de atacar com apenas metade de seu exército. [Segundo Livro das Crônicas, capítulo 14, versículos 8-14]


5 - Deus mata masturbador

Nos tempos bíblicos, era comum a prática do levirato: quando um homem morria sem herdeiros, seu irmão casava-se com a viúva e seus filhos eram considerados descendentes do morto. Mas nem todos aprovavam a ideia. Onã se rebelou e, em vez de engravidar a cunhada Tamar, praticava o coito interrompido, ou seja, “derramava seu sêmen por terra”. Deus não gostou e tirou sua vida. Foi daí que surgiu o termo “onanismo”, sinônimo de masturbação. [Gênesis, capítulo 38, versículos 8-10]

6 - Mãos nos testículos de Isaac

Abraão pediu a um servo para achar uma mulher para seu filho Isaac, como era costume. O acordo foi selado conforme a tradição: o servo colocou “a mão sob a coxa” de Abraão – ou, dizem os estudiosos, segurou seus testículos. Isso porque a circuncisão (remoção da pele sobre o pênis) era sinal da aliança divina (“testículo” vem do latim testis, que também originou “testemunha”). [Gênesis, capítulo 24, versículos 1-9]

7 - Salomão tinha 700 mulheres

Salomão entrou para a história como um homem inteligente e justo. Mas ele tinha outros atributos. Segundo a Bíblia, o filho de Davi teria tido 700 esposas. E, por fora, ainda pegava mais 300 concubinas. Segundo historiadores, o harém devia-se, em parte, aos casamentos com estrangeiras por motivos diplomáticos. Entre as esposas, havia gente de todos os lugares: hititas, moabitas, edomitas. [Primeiro Livro dos Reis, capítulo 11, versículos 1-3]

8- Abimelec matou 69 irmãos

Irmãos nunca se deram muito bem na Bíblia – vide casos como Caim e Abel, Isaac e Ismael e Esaú e Jacó. Mas o maior fratricida das escrituras é Abimelec. Para assumir o trono, o filho de Gedeão matou ou mandou matar 69 de seus 70 irmãos. Só o caçula, Joatão, escapou – e isso porque fugiu. Mas o reinado de Abimelec não durou. Três anos depois, morreu ao levar uma pedrada na cabeça. [Juízes, capítulo 9, versículo 1-6]


9 - Filhas fazem sexo com pai

Revoltado com as bizarrices sexuais em Sodoma e Gomorra, Deus destruiu essas cidades. Ló, sobrinho de Abraão que morava em Sodoma, conseguiu escapar com suas duas filhas e se escondeu em uma caverna. Certas de que eram as últimas mulheres da Terra, as jovens embeberam o pai com vinho e mantiveram relações sexuais com ele por duas noites seguidas. Do incesto, nasceram Moab e Ben-Ami. [Gênesis, capítulo 19, versículos 30-38]


10 - Filha em troca de prepúcios

Mical, filha caçula do patriarca Saul, estava apaixonada por Davi. Só que Saul considerava o futuro genro um rival na luta pelo poder entre Judá e as tribos do norte. Para impedir o matrimônio, Saul pediu um dote de casamento que Davi não conseguiria pagar. Exigiu 100 prepúcios (pele que cobre a extremidade do pênis) de soldados filisteus. E David mais do que pedido: 200 prepúcio. Saul teve de entregar a mão da filha. [Primeiro Livro de Samuel, capítulo 18, versículos 17-27]

O título do texto é de autoria deste site. As informações são do The Illustrated Encyclopedia of the Bible, de John Drane, The Complete Who’s Who in the Bible, de Marshall Pickering, The Illustrated Guide to the Bible, de J.R. Porter, e A Bíblia Sagrada